Dos gerenciadores de pacotes até as lojas de venda de aplicativos online

Esse é um exemplo de como as idéias evoluem e mudam de forma e nome.


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A alguns anos atrás para instalar o Linux era preciso dar boot por disquetes e “montar” o sistema passo a passo. Daí a ideia evoluiu para sistemas prontos em imagens iso, dando boot por CD, pendrive, HD´s externos e até mesmo executar o sistema sem ter de instalar. Foi uma evolução muito grande nos ultimos anos.



Paralelo a esses eventos, existia no inicio, a necessidade de compilar os programas para poder instalar no sistema. Como eram em sua maioria softwares livres, pegava-se o código fontes e depois executava-se uma sequencia de comando (make, make install) e pronto estava instalado,  para simplificar isso, criaram os sistema de pacotes, onde, o programa binário e todos seus arquivos eram empacotados e distribuidos, agora bastava o usuario executar um comando para instalar o programa.

A coisa complicava quando existiam dependências, ou seja, pra instalar um programa era preciso antes instalar outros… Daí surgiu o controle de dependências e o conjunto de softwares e base de dados utilizados para controlar tudo isso já podia ser chamado de gerenciador de pacotes.

Mais a coisa ainda dependia de CD´s ou DVD´s inteiros, o sistema sabia onde ficava cada pacote e os buscava.  Convenhamos, estamos na era da Internet, depender de Mídia fisíca toda hora é um problema. Os gerenciadores de pacotes então melhoraram e passaram a baixar os programas diretamente da internet, agora para instalar um programa bastava  saber o nome do programa, pesquisar o mesmo no gerenciador, marcar o pacote e clicar em aplicar, daí é só esperar o final da instalação. Mais simples que isso ainda não inventaram.

Mais onde entram as lojas de aplicativos on-line? No inicio da história do , a acreditava que poderia suprir todas as necessidades de aplicativo dos usuários do aparelho apenas com webapps (programas que na verdade eram sites com aparencia de aplicação), diante disso, surgiu a necessidade de instalar alguns programas não oficiais no mesmo e alguns hackers criaram o software chamado installer e depois o , que funcionam basicamente da mesma forma que os gerenciadores de pacotes do Linux, baixando programas pré-compilados de repositórios e instalando-os no equiapamento (inclusive os pacotes do tem a extensão .deb, a mesma dos pacotes Debian, Ubuntu e derivados).
Não contente com isso e precisando ter um canal de venda de softwares para sua plataforma, a Apple cria sua loja de venda de aplicativos online, tornando-se em pouco tempo um sucesso e obrigando outros fabricantes de celulares a seguirem a mesma idéia, mudando, é claro, o nome. Não que a Apple tenha sido a primeira a criar uma loja de venda de software online (a Linspire fez isso no passado), porém, devido o sucesso do empreendimento, outros passaram a abandonar mais rapidamente o sistema de venda em caixas e adotar o sistema de vendas online a médio ou longo prazo..

O Resumo de tudo isso é que as lojas de aplicativos atuais (, Windows Marketplace, Ovi Store, Android Market e cia.) são na verdade  uma evolução natural de uma idéia a muito utilizada pelos chamados softwares livres. Como disse no começo, as idéias evoluem e mudam de forma e nome.

Edivaldo

Edivaldo Brito é analista de sistemas, gestor de TI, blogueiro e também um grande de fã de sistemas operacionais, banco de dados, software livre, redes, programação, dispositivos móveis e tudo mais que envolve tecnologia.

Website: http://www.edivaldobrito.com.br



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