O GNOME Disks está sendo atualizado para GTK4 e libadwaita e o GNOME Disks com GTK4 e libadwaita muda completamente de visual. Veja as principais mudanças visuais e o que a nova interface traz para o Linux.
O GNOME Disks, conhecido oficialmente como Disk Utility, está passando por uma das maiores mudanças visuais de sua história. O tradicional aplicativo de gerenciamento de discos do GNOME está sendo adaptado para GTK4 e libadwaita, aproximando sua interface do visual moderno adotado pelos aplicativos mais recentes do desktop Linux.
GNOME Disks com GTK4 e libadwaita muda completamente de visual; veja como ficou
A mudança é especialmente importante porque o Disks permaneceu por bastante tempo entre os aplicativos do ecossistema GNOME que ainda utilizavam tecnologias e elementos visuais associados à geração anterior do desktop.
O resultado da nova versão é uma interface mais alinhada ao restante dos aplicativos modernos do GNOME, com uma organização visual mais limpa e maior integração com o design baseado em libadwaita. A migração vem sendo acompanhada no desenvolvimento do projeto e já pode ser observada em versões de teste.
O que é o GNOME Disks?
O GNOME Disks é uma ferramenta gráfica para gerenciamento de armazenamento no Linux. Com ele, o usuário pode visualizar discos e dispositivos de bloco, criar e modificar partições, formatar volumes e realizar diversas tarefas relacionadas ao armazenamento.
O aplicativo também oferece informações sobre a saúde dos discos por meio do SMART, testes de desempenho e recursos para criação de imagens de dispositivos USB.
Por isso, apesar de sua interface relativamente simples, o Disks é uma ferramenta importante para usuários do GNOME e para quem precisa administrar armazenamento sem depender exclusivamente do terminal.
GTK4 muda a aparência do aplicativo
A principal novidade é a migração para o GTK4, a geração mais recente do toolkit gráfico utilizado pelo GNOME.
A mudança não significa apenas trocar componentes antigos por novos. O processo de migração permite reorganizar a interface para acompanhar conceitos de design mais recentes adotados pelo projeto GNOME.
Aplicativos que passaram pela mesma transição ganharam interfaces mais consistentes, controles adaptados a diferentes tamanhos de tela e melhor integração com o estilo visual contemporâneo do ambiente.
O próprio GNOME já vinha realizando uma grande migração de seus aplicativos para GTK4. Durante o desenvolvimento do GNOME 42, por exemplo, ferramentas como GNOME Software, Calculator, Clocks, Characters, Contacts e Disk Usage Analyzer receberam versões baseadas nas novas tecnologias.
Libadwaita completa a transformação
Além do GTK4, o novo GNOME Disks utiliza libadwaita, biblioteca criada para fornecer componentes e padrões de interface voltados aos aplicativos GNOME modernos.
A libadwaita ajuda os desenvolvedores a criar aplicativos com uma linguagem visual mais consistente, seguindo as diretrizes de interface do GNOME.
Isso explica parte da mudança perceptível no Disks. A interface passa a se aproximar visualmente de outros aplicativos modernos do ambiente, em vez de simplesmente receber uma atualização superficial de aparência.
A biblioteca também foi desenvolvida justamente para ajudar a estabelecer uma linguagem visual mais uniforme entre os aplicativos GNOME baseados em GTK4.
Interface mais limpa e moderna
Uma das características que mais chamam atenção na nova versão é a tentativa de reduzir a quantidade de elementos permanentemente expostos na interface.
Algumas ações podem ficar agrupadas em menus e controles contextuais, deixando a janela principal mais limpa.
Essa abordagem acompanha uma tendência observada em outros aplicativos GNOME: apresentar primeiro as informações mais importantes e deixar funções menos utilizadas disponíveis quando necessário.
A mudança pode causar estranhamento para quem está acostumado com a versão tradicional do Disks, mas também deixa o aplicativo visualmente mais próximo dos demais programas modernos do ambiente.
O gerenciamento de discos continua presente
Apesar da mudança visual, o objetivo principal do aplicativo continua o mesmo.
O GNOME Disks permite administrar diferentes tipos de dispositivos de armazenamento e executar tarefas como:
- visualizar discos;
- consultar partições;
- formatar volumes;
- criar e remover partições;
- montar dispositivos;
- consultar informações de armazenamento;
- verificar dados SMART;
- realizar testes de desempenho;
- criar imagens de dispositivos USB.
A página oficial do aplicativo destaca justamente essas funções como parte central do GNOME Disks.
Uma mudança importante para o desktop GNOME
A migração do Disks tem importância maior do que simplesmente atualizar o visual de um aplicativo.
O GNOME vem trabalhando há várias versões para modernizar seus aplicativos e consolidar uma experiência baseada em GTK4 e libadwaita. Aplicativos importantes já passaram pelo processo, mas alguns programas tradicionais demoraram mais para concluir a transição.
Discussões da comunidade chegaram a apontar o GNOME Disks como um dos aplicativos importantes que ainda aguardavam uma migração completa para GTK4.
A chegada da nova interface, portanto, representa mais um passo para tornar o conjunto de aplicativos do GNOME visualmente consistente.
GNOME Disks fica mais parecido com os aplicativos atuais
Para quem utiliza GNOME diariamente, a mudança pode parecer pequena à primeira vista, mas a consistência entre aplicativos faz diferença na experiência de uso.
Quando diferentes programas utilizam os mesmos componentes e padrões de interface, fica mais fácil entender menus, botões, diálogos e comportamentos.
É exatamente esse tipo de integração visual que o projeto GNOME busca ao combinar GTK4 + libadwaita.
O resultado é particularmente interessante para distribuições Linux que adotam o GNOME como ambiente padrão, já que aplicativos nativos podem apresentar uma experiência mais uniforme.
O que muda para o usuário?
Para o usuário comum, a principal diferença será visual.
Quem utiliza o GNOME Disks para tarefas básicas de armazenamento deverá continuar encontrando as principais ferramentas necessárias. A diferença está principalmente na forma como essas funções são apresentadas.
A nova interface também deve tornar o aplicativo mais coerente com outros programas recentes do GNOME.
Para usuários avançados, entretanto, será importante observar se todos os controles e opções disponíveis na versão tradicional continuam facilmente acessíveis. A simplificação visual pode ser positiva, mas aplicativos de gerenciamento de discos precisam equilibrar simplicidade com acesso rápido a funções avançadas.
A migração ainda é uma evolução do projeto
É importante destacar que uma versão de desenvolvimento não deve ser tratada automaticamente como uma versão final.
Projetos GTK4/libadwaita podem passar por alterações durante o processo de desenvolvimento, especialmente em componentes de interface, menus e organização das funções.
A discussão da comunidade sobre o GNOME Disks mostra que a migração para GTK4 já vinha sendo trabalhada há algum tempo e que versões de teste estavam disponíveis antes da chegada de uma versão estável.
Por isso, usuários que dependem do aplicativo para operações críticas de armazenamento devem preferir a versão disponibilizada oficialmente por sua distribuição.
GNOME continua modernizando seu conjunto de aplicativos
A evolução do GNOME Disks faz parte de um movimento muito maior dentro do desktop Linux.
Ao longo dos últimos ciclos, o projeto vem modernizando seus aplicativos para utilizar GTK4 e libadwaita, buscando uma experiência visual mais consistente entre diferentes ferramentas.
O processo começou com aplicativos importantes e continua alcançando programas que permaneceram mais tempo na geração anterior das bibliotecas.
O resultado é um ecossistema cada vez mais uniforme, especialmente quando o usuário utiliza vários aplicativos nativos do GNOME.
Conclusão
O novo GNOME Disks com GTK4 e libadwaita representa uma atualização importante para um dos utilitários mais tradicionais do ambiente desktop Linux.
Além de modernizar a aparência, a migração aproxima o aplicativo dos padrões visuais adotados pelo GNOME nos últimos anos. A interface mais limpa e os componentes baseados em libadwaita ajudam a criar uma experiência mais consistente com outros aplicativos modernos.
Para quem utiliza o GNOME, a novidade significa que uma ferramenta tradicional de gerenciamento de discos finalmente começa a acompanhar a evolução visual do restante do desktop.
Ainda será necessário acompanhar o desenvolvimento até a versão estável, mas a migração mostra que o GNOME continua avançando na modernização de seus aplicativos — e o GNOME Disks finalmente está entrando nessa nova fase.
Key Takeaways
- O GNOME Disks está sendo migrado para GTK4 e libadwaita, resultando em uma mudança visual completa.
- A nova interface é mais limpa e alinhada com outros aplicativos modernos do GNOME, promovendo maior consistência visual.
- As funções principais de gerenciamento de armazenamento (visualizar discos, partições, formatar volumes, SMART, testes de desempenho, criar imagens USB) permanecem disponíveis.
- A simplificação visual agrupa ações em menus e controles contextuais, o que pode esconder opções avançadas e causar estranhamento a usuários acostumados à versão antiga.
- A migração ainda está em desenvolvimento; é parte do esforço maior de modernização do GNOME e usuários que dependem de operações críticas devem optar por versões estáveis fornecidas pela distribuição.
