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Hangover permitirá rodar programas Windows em Linux ARM de 64 bits

O projeto Wine lançou o primeiro alpha do Hangover, um novo recurso que permitirá rodar programas do Windows x86/x86_64 em distribuições ARM Linux de 64 bits.


O Wine sempre foi o principal recurso para que precisava executar programas do windows no Linux. Mas com a chegada (e a explosão) de dispositivos com processadores ARM, isso ficou um pouco mais complicado.

Hangover permitirá rodar programas Windows em Linux ARM de 64 bits
Hangover permitirá rodar programas Windows em Linux ARM de 64 bits

Felizmente, o projeto Wine está de olho nisso e já está trabalahndo numa solução: o Hangover.

Hangover permitirá rodar programas Windows em Linux ARM de 64 bits

Os desenvolvedores do Wine André Hentschel e Stefan Dösinger estão trabalhando no “Hangover” como um meio de rodar aplicações Windows x86/x86_64 em Linux de 64 bits ARM (AArch64) e Android ou mesmo em Windows para ARM.

E eles já lançaram a primeira versão alfa do projeto.

O Hangover 0.4 é o primeiro lançamento (alfa) deste projeto para rodar programas do Windows x86/x86_64 agora em distribuições ARM Linux de 64 bits.

Além das plataformas Linux, o Hangover também pode ser executado no Android. Isso também estabelece as bases para o suporte a jogos do Windows em AArch64 usando o Direct3D/WineD3D, embora devido a limitações do upstream Wine que ainda não funcionam no Android devido ao fato de o WineD3D não funcionar com o OpenGL ES no momento.

O Hangover usa o Wine, mas também o QEMU e outros componentes. O Hangover 0.4 Alpha é capaz de executar alguns programas do Windows até agora, mas é um trabalho ainda em andamento.

Além da sobrecarga de desempenho do próprio Wine, há um maior “custo” envolvido devido à emulação da arquitetura x86/x86_64.

A documentação descreve:

“Não espere que isso seja rápido. O principal gargalo no momento é a velocidade do código gerado pelo qemu a partir do código x86 de entrada. Para fornecer uma comparação aproximada, meu dispositivo Nvidia Shield Android TV (executando um desktop regular Linux, não Android), roda jogos do final da década de 1990 até o início dos anos 2000. As amostras do SDK do DirectX 9 funcionam razoavelmente bem porque contêm pouca lógica própria e apenas chamam a VM para o d3d, então todo o trabalho pesado Warhammer 40k: Dawn of War começa um novo jogo a cerca de 30 fps, mas desacelera assim que algumas unidades são construídas.”

Aqueles que querem aprender mais sobre o Hangover podem fazê-lo no site do projeto GitHub.

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Sobre o Edivaldo Brito

Edivaldo Brito é analista de sistemas, gestor de TI, blogueiro e também um grande fã de sistemas operacionais, banco de dados, software livre, redes, programação, dispositivos móveis e tudo mais que envolve tecnologia.

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