MAKERphone 2.0 quer transformar curiosos em donos do próprio celular

MAKERphone 2.0 quer transformar curiosos em donos do próprio celular
MAKERphone 2.0 quer transformar curiosos em donos do próprio celular

O MAKERphone 2.0 é um celular DIY sem solda, com ESP32-S3, 4G LTE, módulos trocáveis e recursos para criar apps próprios. Ele é ideal para quem quer aprender, testar ideias e explorar hardware de um jeito prático e divertido.

fundada por Albert Gajšak, a empresa croata CircuitMess realizou sua primeira campanha MAKERphone em 2018, um kit para montar um telefone que arrecadou mais de US$ 324.000 e acabou sendo enviado para mais de 6.000 pessoas com o nome de “Ringo”.

Agora, temos uma sequência. O MAKERphone 2.0 está no ar no Kickstarter e já ultrapassou sua meta com semanas de antecedência.

O MAKERphone 2.0 chega com uma proposta que foge do óbvio: você monta o próprio celular, aprende na prática e ainda pode criar apps do seu jeito.

Sem solda, com 4G de verdade e um clima bem mão na massa, ele parece feito para quem quer entender o que existe dentro de um telefone — e brincar com isso.

MAKERphone assembly showcase video

Como o MAKERphone 2.0 funciona e por que ele chama atenção

O MAKERphone 2.0 funciona como um celular de montagem, pensado para quem gosta de aprender na prática. Em vez de comprar um aparelho fechado, a pessoa encaixa módulos e vê cada parte ganhar forma.

Ele usa uma base com ESP32-S3, um chip bem conhecido em projetos eletrônicos. Isso ajuda no controle do sistema e abre espaço para personalizar funções com mais liberdade.

Um dos pontos que mais chamam atenção é a proposta sem solda. Isso deixa a montagem mais simples e reduz o medo de errar, o que pode atrair iniciantes e curiosos.

Outro destaque é o suporte a 4G LTE. Na prática, isso significa que o projeto não fica só no mundo da brincadeira e tenta se aproximar de um celular de verdade.

O aparelho também vem com tela de 2,6 polegadas, bateria de 1.400 mAh e entrada para cartão microSD. Esses itens ajudam a completar a experiência e tornam o uso mais versátil.

O que realmente prende a atenção é a mistura entre aprendizado e diversão. O usuário não apenas monta um telefone, mas também pode explorar código, hardware e ajustes próprios.

Principais especificações: ESP32-S3, 4G LTE, tela, bateria e conexões

O MAKERphone 2.0 foi pensado para juntar partes conhecidas de um celular com recursos de projeto aberto. Por isso, a ficha técnica chama atenção logo de cara.

No centro do aparelho está o ESP32-S3, um chip usado em muitas placas de desenvolvimento. Ele ajuda no processamento e no controle de várias funções do sistema.

Para comunicação móvel, o projeto traz 4G LTE. Isso permite conexão com redes atuais e deixa o aparelho mais próximo de um telefone comum.

A tela tem 2,6 polegadas. Ela é pequena, mas suficiente para mostrar menus, apps simples e informações básicas com boa praticidade.

A bateria tem 1.400 mAh. Não é gigante, mas combina com a proposta compacta do projeto e com o foco em montagem própria.

Entre as conexões, o aparelho inclui Wi-Fi, Bluetooth, entrada para microSD e suporte a USB-C. Esses recursos ampliam as opções de uso e facilitam testes com arquivos, acessórios e energia.

Esse conjunto mostra que o MAKERphone 2.0 não é só um brinquedo eletrônico. Ele tenta equilibrar aprendizado, utilidade e personalização em um só pacote.

Módulos, VibeBoy e as opções para criar apps e projetos próprios

Um dos maiores atrativos do MAKERphone 2.0 é a ideia de montar um aparelho que pode mudar de cara. Isso acontece por causa dos módulos, que são peças trocáveis com funções diferentes.

Com esses módulos, o usuário pode adaptar o celular para tarefas específicas. Em vez de ficar preso a um formato único, ele ganha mais liberdade para testar e aprender.

Outro destaque é o VibeBoy, um recurso voltado para jogos simples e diversão. Ele ajuda a transformar o aparelho em algo mais lúdico, sem sair da proposta de projeto maker.

O sistema também abre espaço para criar apps próprios. Isso é importante para quem quer ir além da montagem e começar a programar funções do jeito que preferir.

Na prática, a experiência mistura hardware e software de um jeito simples. A pessoa pode mexer nas partes físicas, ajustar o uso e depois ver tudo funcionando na tela.

Esse tipo de personalização chama atenção porque não depende só de consumo. O usuário participa do processo e entende melhor como o aparelho responde a cada mudança.

Para quem gosta de aprender criando, essa é uma das partes mais interessantes do projeto. Os módulos e o VibeBoy deixam o celular mais flexível e mais divertido de explorar.

MAKERphone coding showcase video

MAKERband apps and coding showcase video

Preço, campanha no Kickstarter e o que muda em relação à versão anterior

O MAKERphone 2.0 chegou ao mercado por meio de uma campanha no Kickstarter, plataforma muito usada para financiar projetos criativos. Isso ajuda a entender que o produto ainda estava em fase de apoio e divulgação.

O preço inicial foi de € 219, o que o coloca na faixa de aparelhos especiais, não de celulares comuns. Nesse caso, o valor reflete a proposta diferente e o foco em aprendizado.

Em relação à versão anterior, o novo modelo traz melhorias importantes. A ideia continua sendo a mesma, mas com uma execução mais madura e recursos mais úteis.

Entre as mudanças, a nova edição aposta em um conjunto mais atual de peças e melhor suporte para criar projetos próprios. Isso pode facilitar a vida de quem quer experimentar sem tantas barreiras.

A campanha também reforça o apelo para quem gosta de apoiar ideias fora do padrão. Em vez de comprar só um telefone, a pessoa entra em um projeto que mistura comunidade, tecnologia e criatividade.

Esse tipo de lançamento costuma chamar atenção porque mostra evolução real. Não é apenas uma revisão visual, mas uma tentativa de entregar mais liberdade e mais funções.

Para quem esse celular DIY faz sentido — e quem talvez deva passar longe

O MAKERphone 2.0 faz mais sentido para quem gosta de montar, testar e aprender. Ele conversa bem com pessoas curiosas, makers e quem curte eletrônica básica.

Também pode agradar quem quer um projeto diferente de um celular comum. Nesse caso, o valor está menos no uso diário e mais na experiência de criar.

Para estudantes e iniciantes, o aparelho pode ser uma forma divertida de entender hardware. Como a montagem é sem solda, o começo tende a ser menos assustador.

Já quem procura um smartphone pronto para trabalho ou uso intenso talvez não se empolgue tanto. O foco aqui não é competir com os modelos mais completos do mercado.

O mesmo vale para quem espera câmera forte, tela grande ou grande autonomia. O projeto tem outro objetivo, e isso muda bastante a expectativa.

Em resumo, ele combina melhor com quem vê tecnologia como aprendizado. Se a ideia for explorar, brincar e criar, o MAKERphone 2.0 pode valer a atenção.

O MAKERphone 2.0 se destaca por juntar aprendizado, montagem simples e personalização em um só projeto. Ele não tenta ser apenas um celular comum, mas sim uma forma prática de explorar tecnologia de um jeito mais livre. Para quem gosta de experimentar, esse pode ser justamente o tipo de ideia que vale acompanhar de perto.

Key Takeaways

  • MAKERphone 2.0 é um celular DIY sem solda baseado em ESP32‑S3 com suporte a 4G LTE, tela de 2,6", bateria de 1.400 mAh e conexões como Wi‑Fi, Bluetooth, microSD e USB‑C.
  • Proposta educacional e prática: o usuário monta o próprio telefone, aprende sobre hardware e software na prática e pode personalizar funções.
  • Módulos trocáveis e VibeBoy permitem alterar funcionalidades, transformar o aparelho para tarefas específicas e rodar jogos simples, além de facilitar a criação de apps próprios.
  • Lançado via campanha no Kickstarter (preço inicial €219), o projeto já superou a meta e representa uma evolução em relação à versão anterior ('Ringo') com peças mais atuais e maior suporte para projetos.
  • Público‑alvo e limitações: ideal para makers, estudantes e curiosos que querem experimentar; não é indicado para quem busca um smartphone avançado com câmera potente, tela grande ou longa autonomia.

Edivaldo Brito é analista de sistemas, gestor de TI, blogueiro e também um grande fã de sistemas operacionais, banco de dados, software livre, redes, programação, dispositivos móveis e tudo mais que envolve tecnologia.

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