Botafogo de Garrincha, a equipe botafoguense serviu de base para o bicampeonato mundial da Seleção Brasileira, contando com atletas de peso em seu elenco.
O Botafogo viveu uma era de ouro entre 1957 e 1964, guiado por um jogador brilhante que encantou o Brasil, Garrincha, além de nomes como Nilton Santos, Didi e Zagallo, formando uma equipe histórica.
A conexão entre paixão e futebol ganhou novas formas ao longo das décadas, e hoje a aposta esportiva é uma das maneiras mais populares de acompanhar os grandes times da história. Pratique o jogo seguro.
Vamos relembrar o período glorioso do Botafogo de Garrincha, que marcou gerações com sua arte nos gramados!
Botafogo foi base da Seleção Brasileira
O Botafogo pode se orgulhar de ter sido uma das principais equipes que formaram a base da Seleção Brasileira bicampeã do mundo. O time alvinegro era tão forte que, ao lado do Santos, forneceu grande parte dos jogadores que representaram o país.
No período, a equipe conquistou três vezes o Campeonato Carioca, levando a melhor em 1957, 1961 e 1962. Além disso, foi bicampeão do Torneio Rio-São Paulo, em 1962 e 1964.
Durante esse período dourado, o Botafogo também se consolidou como potência internacional em excursões que eram muito famosas na época, vencendo até o poderoso Real Madrid.
Confira a lista de torneios que o Fogão conquistou no período:
- Torneio João Teixeira de Carvalho: 1958
- Torneio Internacional da Colômbia: 1960
- Torneio Pentagonal do México: 1962
- Torneio Internacional de Paris: 1963
- Torneio Ibero-Americano: 1964
- Torneio Jubileu de Ouro da Associação de Futebol de La Paz: 1964
- Torneio Quadrangular do Suriname: 1964
- Torneio Quadrangular de Belo Horizonte: 1964
O time base do período foi: Manga (Adalberto); Paulistinha, Tomé (Jadir), Zé Maria e Nilton Santos (Rildo); Airton e Pampolini (Édison); Garrincha, Didi, Quarentinha (Amarildo) e Zagallo (Paulo Valentim).
Além disso, foram quatro treinadores no comando: João Saldanha (1957-1959), Paulo Amaral (1960-1961), Marinho Rodrigues (1961-1963) e Geninho (1964).
Todas essas conquistas colocaram o clube no centro do cenário esportivo, em pé de igualdade com os maiores times do Brasil e do mundo.
Garrincha, o craque das pernas tortas em campo, mas com vida conturbada fora
Curiosamente, Mané Garrincha tinha as duas pernas tortas, com a direta mais curta, o que oferecia uma condição física inferior. Porém, isso não o impediu de fazer história e levar o apelido de “Anjo das Pernas Tortas”, se tornando um dos maiores dribladores da história do futebol.
Garrincha chegou ao Botafogo em 1953, após passagem pelo Pau Grande e Serrano. Ele ficou no clube até 1965, quando aceitou uma oferta do Corinthians. Foi o tempo suficiente para se tornar um dos maiores ídolos da história da equipe da Estrela Solitária, onde entrou em campo em 612 partidas e marcou 245 gols.
Nenhum jogador encarnou tanto o espírito do Botafogo e do futebol brasileiro quanto Garrincha. Ele se tornou famoso por ter uma habilidade inigualável no drible, capaz de transformar defensores em meros figurantes.
Fora de campo a vida de Mané Garrincha foi complicada. Ele enfrentou dificuldades pessoais, problemas com álcool e relações conturbadas que mancharam sua trajetória após a aposentadoria.
Com isso, viveu o abismo entre o gênio dentro das quatro linhas e o homem vulnerável fora delas apenas aumenta a profundidade de seu legado. A vida de Garrincha chegou ao fim no dia 20 de janeiro de 1983, por cirrose hepática. O jogador segue vivo na memória dos torcedores, principalmente dos botafoguenses.
