Fedora 45 Beta chega com Linux 7.2, GNOME 51 e KDE Plasma 6.7

Fedora 45 Beta traz Linux 7.2, GNOME 51 e KDE Plasma 6.7 para testes
Fedora 45 Beta traz Linux 7.2, GNOME 51 e KDE Plasma 6.7 para testes

O Fedora 45 Beta apresenta melhorias importantes, como o kernel Linux 7.2, que oferece melhor performance e compatibilidade. As interfaces GNOME 51 e KDE Plasma 6.7 trazem mais agilidade e modernidade para a experiência do usuário. Além disso, essa versão aprimora o suporte para dispositivos Apple Silicon, facilitando o uso da distribuição em Macs com chip M1. Testar o Fedora 45 Beta é ideal para quem busca novidades, desempenho e suporte atualizado no Linux.

A próxima grande versão do Linux acaba de dar um passo importante. A Beta já está disponível para testes, trazendo uma combinação de componentes bastante atualizada, incluindo o Linux Kernel 7.2, e KDE Plasma 6.7.

A nova versão também introduz mudanças menos visíveis, mas potencialmente importantes para usuários avançados. Entre elas estão a adoção do kmscon, alterações no comportamento das assinaturas de pacotes RPM, novidades no instalador Anaconda, mudanças no DNF5 e uma atualização significativa das ferramentas utilizadas por desenvolvedores.

Com lançamento final previsto para o fim de outubro, o Fedora 45 Beta oferece uma primeira visão bastante concreta do que está chegando à distribuição.

Fedora 45 Beta já pode ser testado

O Fedora 45 entra agora em uma das etapas mais importantes antes do lançamento estável. A versão Beta está disponível para diferentes edições, incluindo Workstation, KDE Plasma Desktop, Server, Cloud, IoT, Atomic Desktops, Spins e Labs.

A própria comunidade Fedora vem promovendo períodos específicos de testes para componentes importantes da nova versão. O projeto, por exemplo, realizou testes do GNOME 51 em agosto e atualmente mantém uma etapa dedicada ao KDE Plasma no Fedora 45.

Isso mostra que a nova versão não está apenas recebendo novos pacotes: há um esforço concentrado para encontrar problemas antes do lançamento definitivo.

Linux Kernel 7.2 é uma das principais novidades

Um dos componentes que mais chamam atenção no Fedora 45 é o Linux Kernel 7.2.

A escolha reforça a característica do Fedora de acompanhar rapidamente as tecnologias mais recentes do ecossistema Linux. O kernel é responsável por uma parte fundamental da comunicação entre o sistema operacional e o hardware, influenciando suporte a dispositivos, desempenho, gerenciamento de energia e diversos outros aspectos.

O Fedora já vinha preparando testes específicos para o Kernel 7.2 durante o ciclo de desenvolvimento da versão 45.

Para usuários com hardware recente, isso pode ser particularmente interessante.

GNOME 51 chega ao Fedora Workstation

Quem utiliza a edição padrão para desktops também encontrará uma atualização importante.

O 45 será baseado no GNOME 51, uma das principais novidades da próxima geração da distribuição. O projeto Fedora realizou uma semana de testes específica para o GNOME 51 entre 17 e 21 de agosto, envolvendo o desktop, aplicativos principais, gráficos e periféricos.

Isso significa que a experiência visual e de uso do Fedora Workstation continuará acompanhando a evolução do ambiente GNOME.

Para quem prefere uma distribuição Linux que adota rapidamente versões recentes do desktop, o Fedora 45 pode ser uma atualização especialmente interessante.

KDE Plasma 6.7 também está no Fedora 45

O Fedora 45 não se limita ao GNOME.

A edição Fedora KDE Plasma Desktop chega com o KDE Plasma 6.7, oferecendo uma alternativa para usuários que preferem um ambiente mais personalizável.

O projeto Fedora está inclusive realizando testes específicos para garantir que o Plasma 6.7 funcione adequadamente no Fedora 45. A etapa oficial de testes ocorre entre 14 e 20 de setembro.

Vale destacar que o Plasma 6.7 já está presente no Fedora 44; no Fedora 45, o objetivo é garantir que a versão mais recente continue funcionando corretamente dentro da nova base do sistema.

Fedora troca o antigo fbcon pelo kmscon

Uma mudança menos conhecida, mas tecnicamente interessante, está relacionada ao console do sistema.

O Fedora 45 substitui o tradicional fbcon, console baseado no kernel, pelo kmscon, uma solução executada em espaço de usuário.

A mudança busca oferecer recursos mais modernos para renderização, fontes e tratamento de Unicode. É uma alteração que provavelmente passará despercebida para grande parte dos usuários, mas pode representar uma evolução importante na infraestrutura do sistema.

O próprio Fedora havia listado a substituição do fbcon pelo kmscon entre as mudanças que precisavam de testes durante o ciclo do Fedora 45.

Fedora 45 fica mais rigoroso com assinaturas RPM

Outro ponto que merece atenção está relacionado à segurança dos pacotes.

No Fedora 45, a verificação de assinaturas dos pacotes RPM passa a ser aplicada por padrão. Pacotes RPM sem assinatura serão rejeitados, a menos que o usuário desative explicitamente essa verificação.

Para usuários comuns, a mudança pode não alterar o fluxo diário de instalação de programas. Para administradores e usuários que trabalham com repositórios personalizados, porém, ela pode exigir atenção adicional.

A medida também faz parte de um conjunto maior de alterações no gerenciamento de pacotes que chega com a nova versão.

DNF5 também muda seu comportamento

O gerenciador de pacotes DNF5 recebe uma mudança importante no Fedora 45.

Por padrão, ele deixa de trocar automaticamente o fornecedor de um pacote já instalado durante atualizações ou resolução de dependências.

Embora pareça um detalhe técnico, o comportamento pode ser relevante para quem utiliza diferentes repositórios ou mantém pacotes provenientes de fornecedores distintos.

Na prática, a mudança procura tornar o comportamento do sistema mais previsível durante operações de atualização e resolução de dependências.

Anaconda recebe novidades importantes

O instalador do Fedora também está sendo atualizado.

O Anaconda passa a oferecer suporte ao particionamento com Stratis, incluindo configuração manual através da interface web e instalação automatizada por meio do Kickstart.

O avanço é especialmente interessante para usuários que precisam de configurações de armazenamento mais sofisticadas.

Ao mesmo tempo, os Fedora Atomic Desktops continuam avançando para uma experiência de instalação baseada no Anaconda web. As imagens ISO dessas variantes passam a ser construídas utilizando o image-builder.

Fedora 45 atualiza ferramentas de desenvolvimento

O Fedora também continua sendo uma plataforma bastante relevante para desenvolvedores.

A versão 45 atualiza diversos componentes da cadeia de desenvolvimento, incluindo:

  • GCC 16.2
  • glibc 2.44
  • Go 1.27
  • LLVM 23
  • Perl 5.44
  • Python 3.15

Para desenvolvedores que precisam trabalhar com versões recentes de compiladores, bibliotecas e linguagens, esse conjunto de atualizações pode ser um dos motivos mais interessantes para acompanhar o Fedora 45.

Fedora CoreOS também recebe mudanças

O Fedora CoreOS passa a habilitar por padrão o systemd-oomd e o zram swap.

A combinação altera a maneira como o sistema lida com situações de pressão de memória e utilização de swap.

Essa mudança é especialmente relevante para usuários e administradores que trabalham com ambientes voltados para containers e infraestrutura.

Fedora Asahi Remix 45 chega aos Macs com Apple Silicon

Outra novidade que merece atenção está no Fedora Asahi Remix 45 Beta.

Essa edição é destinada aos computadores Mac equipados com Apple Silicon e, segundo as informações do lançamento, o Fedora 45 é a primeira versão a oferecer suporte inicial pronto para uso aos chips Apple M3, M3 Pro e M3 Max.

Há, entretanto, uma ressalva importante: a aceleração 3D nos Macs com M3 ainda não está pronta e deverá chegar posteriormente por meio de uma atualização do Mesa.

Por outro lado, a decodificação de vídeo H.264 e VP9 acelerada por hardware funciona nos Macs Apple Silicon, enquanto a decodificação AV1 está disponível nos sistemas com M3.

Fedora 45 promete uma atualização importante

O Fedora 45 Beta mostra que a próxima versão da distribuição será muito mais do que uma simples atualização de pacotes.

A combinação de Linux 7.2, GNOME 51 e KDE Plasma 6.7 já seria suficiente para chamar a atenção. Porém, mudanças como kmscon, novas políticas para assinaturas RPM, melhorias no Anaconda, alterações no DNF5 e atualizações da cadeia de desenvolvimento tornam o lançamento ainda mais interessante.

Para quem gosta de testar tecnologias recentes, o Beta pode ser uma ótima oportunidade para conhecer as novidades antes de todo mundo.

Mas existe uma recomendação importante: o Fedora 45 Beta ainda não é indicado para computadores de produção. A própria natureza de uma versão Beta significa que problemas, incompatibilidades e recursos incompletos ainda podem aparecer durante os testes.

Quando o Fedora 45 será lançado?

A previsão é que o seja lançado no fim de outubro de 2026. Até lá, a comunidade continuará realizando testes, corrigindo problemas e refinando os componentes que farão parte da versão final.

Isso significa que algumas características observadas no Beta ainda podem mudar antes do lançamento.

Para quem acompanha o desenvolvimento do Linux desktop, porém, o Fedora 45 já deixa uma mensagem clara: a próxima geração da distribuição está apostando pesado em software recente, novas tecnologias e mudanças estruturais importantes.

Vale a pena testar o Fedora 45 Beta?

Se você gosta de experimentar novas versões do Linux, sim — especialmente em uma máquina virtual ou computador secundário.

Para quem depende do sistema para trabalho diário, a melhor estratégia é esperar pela versão estável. O período de testes existe justamente para encontrar os problemas que ainda precisam ser corrigidos.

E, considerando a quantidade de mudanças reunidas no Fedora 45, esta fase de testes será particularmente importante para garantir que a versão final chegue ao público com a estabilidade esperada.

Para obter mais detalhes, consulte o anúncio de lançamento. Obviamente, esta ainda é uma versão beta, portanto, destina-se principalmente a testes e relatórios de erros, e não ao uso em produção.

Edivaldo Brito é analista de sistemas, gestor de TI, blogueiro e também um grande fã de sistemas operacionais, banco de dados, software livre, redes, programação, dispositivos móveis e tudo mais que envolve tecnologia.